quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Recomeçar sempre que preciso...

 Andei mais uma vez sem postar nada, pois a vida as vezes é meio corrida.
Conversando com amigos e lendo alguns livros tive o desejo de novamente postar alguma coisa no blog que tinha praticamente abandonado.
E logo lembrei de uma postagem que foi muito importante para mim e claro para o blog que foi da Professora Cybele em 2009, caso deseje ver acesse o link abaixo:

http://educaja.com.br/2009/10/um-gesto-de-carinho.html
Mais uma vez obrigado a professora Cybele pela ótima palestra.

Espero poder continuar a postar pois é onde continuo reciclando e sempre aprendendo coisas novas e ainda quem sabe ajudando e direcionando outros a obter conhecimento.




segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Guerra Interna


Sistema Imune

O sistema imunológico ou sistema imune é de grande eficiência no combate a microorganismos invasores. Mas não é só isso; ele também é responsável pela “limpeza” do organismo, ou seja, a retirada de células mortas, a renovação de determinadas estruturas, rejeição de enxertos, e memória imunológica. Também é ativo contra células alteradas, que diariamente surgem no nosso corpo, como resultado de mitoses anormais. Essas células, se não forem destruídas, podem dar origem a tumores.
Células do sistema imune são altamente organizadas como um exército. Cada tipo de célula age de acordo com sua função. Algumas são encarregadas de receber ou enviar mensagens de ataque, ou mensagens de supressão (inibição), outras apresentam o “inimigo” ao exército do sistema imune, outras só atacam para matar, outras constroem substâncias que neutralizam os “inimigos” ou neutralizam substâncias liberadas pelos “inimigos”.

Podemos também classificar os mecanismos de defesa  quanto a sua especificidade, ou seja, existem os específicos contra o antígeno ("corpo estranho") e os inespecíficos que protegem o corpo de qualquer material ou microorganismo estranho, sem que este seja específico.
O organismo possui barreiras naturais que são obviamente inespecíficas, como a da pele (queratina, lipídios e ácidos graxos), a saliva, o ácido clorídrico do estômago, o pH da vagina, a cera do ouvido externo, muco presente nas mucosas e no trato respiratório, cílios do epitélio respiratório, peristaltismo, flora normal, entre outros.
Se as barreiras físicas, químicas e biológicas do corpo forem vencidas, o combate ao agente infeccioso entra em outra fase. Nos tecidos, existem células que liberam substâncias vasoativas, capazes de provocar dilatação das arteríolas da região, com aumento da permeabilidade e saída de líquido. Isso causa vermelhidão, inchaço, aumento da temperatura e dor, conjunto de alterações conhecido como inflamação. Essas substâncias atraem mais células de defesa, como neutrófilos e macrófagos, para a área afetada.
A vasodilatação aumenta a temperatura no local inflamado, dificultando a proliferação de microrganismos e estimulando a migração de células de defesa. 
 Veja imagem abaixo:


Células do sistema imune
A hematopoeiese é o preocesso de geração de células do sangue, incluindo eritrócitos, leucócitos e plaquetas. Após o nascimento, essa função hematopoietica é exercida pela medula óssea, que contém as células progenitoras comprometidas com todas as linhagens sanguineas. Células hematopoiéticas primordiais são definidas como células que possuem a capacidade de se auto-renovar e também são pluripotentes, ou seja, capazes de se diferenciar em várias linhagens ou tipos celulares. Na medula óssea, esta célula primordial irá originar dois grandes progenitores, que são o mielóide e o linfóide, os quais geram todas as células dos sistema imune.

O progenitor mielóide dá origem aos eritrócitos, plaquetas, granulócitos (neutrófilos, eosinófilos, basófilos), mastócitos e os monócitos. O progenitor linfóide da origem a linfócitos T e B e células NK (natural killer).



NEUTRÓFILOS

Os neutrófilos ou polimorfonucleares têm núcleos formados por dois a cinco lóbulos (mais freqüentemente, três lobulos) ligados entre si por finas pontes de cromatina. Constituem importante defesa celular contra a invasão de microorganismos. Os neutrófilos no sangue circulante são esféricos e não fagocitam, mas se tornam amebóides e fagocitários tão logo toquem um substrato sólido sobre o qual possam emitir seus pseudópodos.

A bactéria invasora é rodeada por pseudópodos, que se fundem em torno dela. Assim, a bactéria finalmente ocupa um vacúolo (fagossomo) delimitado por uma membrana derivada da superfície do neutrófilo. Logo a seguir, os grânulos específicos situados nas proximidades fundem suas membranas com a dos fagossomos e esvaziam seu conteúdo no interior destes. Em seguida os grânulos azurófilos (lisossomos) descarregam suas enzimas no fagossomo, onde tem lugar a morte e digestão dos microorganismos.

EOSINÓFILOS
Os eosinófilos são muito menos numerosos do que os neutrófilos, constituindo apenas 2-3% do total de leucócitos. Seu núcleo, em geral, é bilobulado. O citoplasma do eosinófilos é quase inteiramente ocupado por grânulos específicos. O retículo endoplasmático, as mitocôndrias e o aparelho de Golgi são pouco desenvolvidos.
Essas células fagocitam e eliminam complexos de antígenos com anticorpo que aparecem em casos de alergia, como a asma brônquica.

BASÓFILOS

Os basófilos têm núcleo volumoso, com forma retorcida e irregular. A membrana plasmática dos basófilos, como a dos mastócitos, possui receptores para a imunoglobulina E (IgE). Eles liberam seus grânulos para o meio extracelular, sob a ação dos mesmos estímulos que promovem a expulsão dos grânulos dos mastócitos. No entanto, apesar das semelhanças, basófilos e mastócitos não são aspectos diferentes do mesmo tipo celular, pois se originam de precursores diferentes.

LINFÓCITOS B

Os linfócitos B são células que fazem parte de 5 a 15% dos linfócitos circulantes, se originam na medula óssea e se desenvolvem nos órgãos linfóides. Os linfócitos B têm como função própria, a produção de anticorpos contra um determinado agressor. Anticorpos são proteínas denominadas de imunoglobulinas ou imunoglobulinas que exercem várias atividades

CÉLULAS DENDRÍTICAS

Estas células se originam de precursores provenientes da medula óssea, sendo possível que derivem dos monócitos. Elas estão presentes em muitos órgãos, são abundantes nos órgãos linfóides nos locais ricos em linfócitos T e, na pele recebem o nome de células de Langerhans. São consideradas células imunoestimuladoras pois, além de apresentarem os antígenos às células T, elas são capazes de estimular células T que ainda não entraram em contato com qualquer antígeno (células T- naïve).

Células dendríticas são levadas pelo sangue para muitos órgãos não linfáticos, onde elas se alojam, ainda numa forma imatura. Essas células dendríticas imaturas se caracterizam por sua grande capacidade de capturar e processar antígenos, porém têm pequena capacidade para estimular células T. A inflamação induz a maturação das células dendríticas que, então, migram pelo sangue ou pela linfa, indo para os órgãos linfáticos periférico. 

MASTÓCITOS

A principal função dos mastócitos é armazenar potentes mediadores químicos da inflamação, como a histamina, heparina, ECF-A (fator quimiotáxico dos eosinófilos), SRS-A, serotonina e fatores quimiotáxicos dos neutrófilos.
Esta célula não tem significado no sangue, sendo uma célula própria do tecido conjuntivo. Ela participa de reações alérgicas (de hipersensibilidade), na qual chama os leucócitos até o local e cria uma vasodilatação.
É a principal célula responsável pelo choque anafilático. 





Fontes:
http://www.virtual.epm.br/material/tis/curr-bio/trab2004/2ano/imuno/celulas.htm 
http://www.afh.bio.br/imune/imune1.asp

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Chororô




“Eu vou chorarrr lágrimas de crocodilooo, vou inundar o seu umbigooo”
Trecho de música de João Penca e seus miquinhos amestrados

È música antiga, mas até que era legal...

Bom vamos deixar a nostalgia de lado e vamos ao que interessa.

Todo ser humano já chorou, aliás assim que nasce já abre um maior berreiro devido ser retirado de seu aconchego uterino para então vir ao nosso mundo, diversos fatores podem explicar esse choro, calor ou frio, demasiada luminosidade, ruído ambiental, etc. Trata-se de uma fase de adaptação à vida extra-uterina.

E o que é produzido com esse choro, além de muito barulho?

R: Lágrimas

Obs: Não é só o choro que produz lágrimas, alguns outros fatores podem produzí-las, como por exemplo um bocejo, fatores ambientais, alergias e etc.
Ok então, vamos entender um pouquinho mais sobre o sistema que produz a lágrima.

O SISTEMA LACRIMAL

O sistema lacrimal ou aparelho lacrimal engloba as glândulas lacrimais e as vias de drenagem da lágrima para o nariz.
Cada olho possui um par de glândulas lacrimais, atrás e ao lado do olho. As glândulas lacrimais secretam fluido lacrimal, uma solução de água e sais, cuja função é umedecer o olho. Quando há excesso de fluido, como acontece em fortes emoções, acontece o choro, onde o excesso de fluido escorre nos dutos nasolacrimais, que levam este excesso ao nariz.
Foto do Sistema Lacrimal


 Foto do Ponto lacrimal inferior em evidência.

A lágrima ou fluido lacrimal é um líquido composto de água, sais minerais, proteínas e gordura, produzido pelas glândulas lacrimais (do sistema lacrimal) nas pálpebras superiores do olho humano para lubrificar e limpar o olho. É produzido em grande quantidade quando alguém chora.
Funcionamento do sistema lacrimal
A glândula lacrimal fabrica a maior parte da lágrima que banha o olho. No canto interno da pálpebra (próximo ao nariz) existem um orifício e um canal que levam a lágrima já usada para o nariz. A lágrima serve para limpar, facilitar o ato de piscar e nutrir o olho.
O aparelho lacrimal consta da glândula lacrimal, glândulas acessórias, canalículos, saco lacrimal e canal naso lacrimal. A glândula lacrimal é uma glândula secretora de lágrima localizada na órbita. As lágrimas passam sobre a córnea e conjuntiva, umidecendo a superfície destas estruturas.
Elas escoam nos canalículos lacrimais através dos pontos lacrimais, aberturas arredondadas de cerca de 0,5mm de diâmetro na porção medial das bordas das pálpebras.
Os canalículos têm cerca de 1 mm de diâmetro e 8 mm de comprimento e se juntam para formar um canalículo comum antes de desembocar no saco lacrimal.
O saco lacrimal é a parte dilatada do sistema de escoamento lacrimal que se situa na fossa do osso lacrimal.
O canal nasolacrimal é a continuação para baixo do saco lacrimal. Todo o sis­tema para escoamento lacrimal é revestido de epitélio. As lágrimas penetram nos pontos lacrimais por efeito de capilaridade. As forças combinadas de atração capilar nos canalículos, gravidade e ação de bombeamento do músculo orbicular palpebral no saco lacrimal, mantém a continuidade do fluxo das lágrimas no canal naso lacrimal para o nariz e nasofaringe.

QUER PRODUZIR LÁGRIMAS RAPIDINHO?
CORTE UMA CEBOLA E VOCÊ FARÁ SEU SISTEMA LACRIMAL TRABALHAR, AGORA CUIDADO COM A FACA SE NÃO VAI CORTAR O DEDO E AÍ OUTROS SISTEMAS TAMBÉM TERÃO QUE ENTRAR EM AÇÃO.
E AÍ QUAIS SÃO ESSES SISTEMAS?
Bom vamos deixar isso para outra postagem...



Curiosidade
A expressão popular derramar lágrimas de crocodilo, usada para dizer que alguém chora sem razão ou por fingimento, surgiu de um fato que acontece com os crocodilos. Quando o animal come uma presa, ele a engole sem mastigar. Para isso, abre a mandíbula de tal forma que ela comprime a glândula lacrimal, localizada na base da órbita, o que faz com que os répteis lacrimejem.

Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/L%C3%A1grima